quarta-feira, 30 de abril de 2014

Pesquisa investiga poder da copaíba



Circulação - É a primeira vez no mundo que se verifica efeitos sobre o sistema vascular


óleo de copaíba ganha mais uma função no tratamento de doenças. Agora, uma pesquisa inédita revela que a copaíba, nativa da região amazônica, pode ajudar também no tratamento de acidente vascular cerebral (AVC), conhecido popularmente como derrame. A copaíba tem seu óleo consagrado na medicina popular no tratamento de gripes, tosses, bronquites, inflamação da garganta e artrite. Diversos componentes também apresentam atividade farmacológica cientificamente comprovada, como o beta-cariofileno, que atua como anti-inflamatório e protetor da mucosa gástrica, solucionando problemas de azia, úlcera e gastrite. Desta vez, uma pesquisa financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapespa), do Governo do Estado, aponta que a planta pode ajudar a tratar o AVC.


E não apenas isso, a resina da copaíba é duas vezes mais potente que a minociclina, um dos anti-inflamatórios mais usados no tratamento da doença. O processo com a copaíba, executado em nível de mestrado em neurociência e biologia celular, pelo biólogo da Universidade Federal do Pará (UFPA) Adriano Guimarães, por enquanto é testado apenas em ratos e ainda carece de testes toxicológicos para averiguar se as substâncias não afetam também a formação de novos neurônios. Porém, um dos principais resultados já pôde ser comprovado: a potência do óleo de resina da copaíba também em tratamentos cerebrais. Para esta conclusão, o cientista injetou no cérebro do rato pequenas doses de um produto químico que causa vasoconstrição, um processo de contração dos vasos sanguíneos, que na prática simula um coágulo que ocorre no processo normal de isquemia, comum em quem sofre um AVC. Para evitar a proliferação dos neutrófilos e macrófilos - células de defesa do corpo que eliminam as células doentes antes que estas se recuperem - foram injetadas altas doses de óleo de resina da copaíba no abdômen do rato.


O trabalho no Laboratório de Neuroproteção e Regeneração da UFPA levou dois anos e um investimento de mais de R$ 30 mil pelo Governo do Estado. Os resultados foram surpreendentes: nas primeiras 24 horas de monitoramento do rato, houve uma inibição de 33% dos neutrófilos, que agem mais rapidamente. Em 72 horas, houve a redução de 64% da lesão dos macrófilos. "Isto é mais do que o dobro da inibição observada na droga experimental mais utilizada atualmente, que é a minociclina. Como a copaíba tem propriedades anti-inflamatórias, já esperávamos uma redução das lesões, mas não neste nível. É muito mais potente", afirma o autor da tese "Efeitos neuroprotetores e neurogênicos de extratos de plantas da Amazônia brasileira em um modelo experimental de acidente vascular encefálico", financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Pará (Fapespa).


Outra vantagem da copaíba em relação a anti-inflamatórios existentes no mercado é que, ao invés de ter a eficácia prevalecendo apenas em homens, a copaíba é uma planta que apresenta resultados positivos também em mulheres.


LACUNAS


Adriano Guimarães explicou que a manipulação da resposta imune do sistema nervoso central é muito mais complexa do que em outras partes do corpo. Por isso, apesar deste tema ser muito estudado pela ciência, ainda existem muitas lacunas a serem respondidas. "Seria uma alternativa a mais para o tratamento. Com a copaíba, conseguimos inibir a chegada de parte das células ao sistema nervoso central por mecanismos que ainda não conseguimos desvendar. Mas já temos um projeto pronto para mapear as possíveis vias farmacológicas pelas quais o óleo da copaíba atua no organismo. Foi o primeiro passo, talvez um dos mais importantes, porque é a primeira vez no mundo que se está investigando os efeitos da copaíba no sistema nervoso", afirma.


O pesquisador acredita que em mais alguns anos a ciência possa chegar a este resultado. Nesta nova fase, explica o cientista, também se fará a separação dos componentes da planta (para descobrir os principais responsáveis por este resultado); se avaliarão os efeitos colaterais; e a diminuição da dosagem da copaíba. Inicialmente, foram aplicadas 400 mg/kg. Agora, a ideia é diminuir esta dosagem para descobrir qual o percentual ideal de aplicação, sem que haja perdas da eficácia.


O pesquisador alerta que nem toda árvore produz o óleo eficaz no tratamento de inflamações. Por existirem várias espécies de copaíba, os elementos químicos da resina extraída podem variar conforme a região e o solo no qual a árvore é plantada."Muitos dos óleos de copaíba que encontramos no mercado também já passaram por outras mistura, por isso, não adianta comprar e achar que vai melhorar. É preciso entender como ela atua no cérebro e chegar à fórmula precisa", afirmou.


Em longo prazo, o que se espera do trabalho é que os pacientes de AVC possam ter uma alternativa de tratamento, feita a partir de produtos da Amazônia, em um período mais curto e com menos danos colaterais. "A copaíba é uma gota no oceano quando se fala da riqueza da biodiversidade amazônica e do quanto ainda temos a descobrir.”


Casos de Acidente Vascular Cerebral matam 30% da população brasileira


De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) estima-se que mais de 5 milhões de pessoas morram a cada ano por causa de acidentes cardiovasculares. E o acidente vascular cerebral (AVC) é responsável por 30% dos óbitos registrados no Brasil. O estudo mostra que ainda que os pacientes que sobreviveram a um AVC têm grandes chances de conviver com sequelas. Cerca de 30% necessitam de auxílio para caminhar e 20% ficam com problemas de cognição, aprendizado, atenção, julgamento e memória.


A doença é causada pelo entupimento de uma artéria cerebral por um coágulo, que impede que o sangue chegue adequadamente a regiões importantes do cérebro, causando lesão celular e danos nas funções neurológicas.


Dentre os sintomas, pode-se constatar a diminuição ou perda súbita da força na face, braço ou perna de um mesmo lado do corpo; alteração súbita da sensibilidade com sensação de formigamento na face, braço ou perna de um lado do corpo; perda súbita de visão em um olho, eventualmente nos dois olhos; alteração aguda da fala, incluindo dificuldade para articular e expressar ou para compreender a linguagem; dor de cabeça súbita e intensa sem causa aparente; e a instabilidade, vertigem súbita intensa e desequilíbrio associado a náuseas ou vômitos.


Sinais que já deixaram, por duas vezes, a família do bancário aposentado Ewerton Castro, 72 anos, sobressaltada. O primeiro derrame, como também é conhecida a doença, ocorreu durante o expediente de trabalho. "Fiquei muito assustado, comecei a sentir uma fraqueza nos braços e de repente não vi mais nada. Pensei que fosse morrer",afirmou Castro, que conseguiu sobreviver ao problema sem apresentar maiores danos.


Porém o mesmo feito não se repetiu na reincidência, ocorrida no final do ano passado. Apesar de manter intacta a lucidez e a fala, hoje Ewerton já não consegue andar. "Sei que talvez não esteja vivo até que a ciência descubra um jeito de reverter isso, mas fico feliz de saber que talvez outras pessoas possam ter esta chance", disse o aposentado.


Óleo já é muito valorizado no mundo todo pelas propriedades medicinais

As copaibeiras são árvores nativas da região tropical da América Latina e da África Ocidental. No Brasil é encontrada principalmente na região Amazônica e no Centro-Oeste. O óleo de copaíba é basicamente uma resina coletada do tronco da copaibeira. Através de incisões, se extrai a resina, e a partir dela se produz o óleo, um líquido transparente, viscoso e fluido, de sabor amargo, com cor entre amarelo até marrom claro dourado. O uso mais comum é o medicinal, empregado como anti-inflamatório e até mesmo anticancerígeno.


Pelas propriedades químicas e medicinais, o óleo de copaíba é bastante procurado nos mercados regional, nacional e internacional, já despertando o interesse, inclusive, da indústria cosmética.Porém, a história remete que antes mesmo de o Brasil ser colonizado, este potencial era utilizado pelos animais e índiosOs índios começaram a usar o poder cicatrizante da copaíba ao perceber que os animais esfregavam seus corpos no tronco da árvore quando estavam feridos.
 
Depois disso, os índios da Amazônia utilizavam o óleo para untar o corpo depois dos combates para curar as feridas. Os colonos descobriram outras aplicações, utilizando-o como antisséptico das vias urinárias e respiratórias, particularmente bronquites. E, anos mais tarde, a planta também passou a ser alvo de estudos da ciência.



Fonte : Mata Viva  

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domingo, 13 de abril de 2014

Ação antiinflamatória da copaíba é duas
vezes maior que a do diclofenaco de sódio
Testes realizados na Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto comprovaram a eficácia da árvore usada como antiinflamatório pela medicina popular. Os pesquisadores já solicitaram o registro da patente
Mais uma vez a Ciência comprovou a eficácia de uma planta largamente usada na medicina popular. Pesquisadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP constataram que o óleo de copaíba apresenta ação antiinflamatória. Esse potencial se mostrou duas vezes maior que o encontrado no diclofenaco de sódio, um dos medicamentos mais utilizados no mercado. O estudo, realizado em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz, em Manguinhos, no Rio de Janeiro, teve seus resultados depositados para patente.
A autora do trabalho, Mônica Freiman de Souza Ramos, separou o óleo de copaíba em duas frações: volátil (líquida, com componentes que podem evaporar) e resinosa (com uma consistência um pouco mais fluída que o mel). "Não usamos a fração resinosa porque além de ser mais difícil de trabalhar, a composição da substância não indicava que ela pudesse ter ação antiinflamatória", afirma.
Os estudos foram concentrados nessa fração volátil, produto que sofre evaporação rápida, o que limita sua veiculação em formas farmacêuticas convencionais. Por isso, a pesquisadora desenvolveu microcápsulas (cápsulas microscópicas) que aprisionam essa fração volátil - limitando sua perda por evaporação - e a transformam em um produto sólido, capaz de ser administrado nesta forma ou em outras mais convencionais, como comprimidos e cápsulas.
A patente refere-se a todo esse processo, incluindo a descrição química da substância. Procura-se garantir que, caso o óleo da copaíba se transforme num produto farmacêutico, a patente seja em parte da FCFRP.
Mônica realizou testes biológicos em camundongos que sofriam de pleurisia induzida (inflamação da pleura, membrana que envolve os pulmões) e de edemas nas patas. Tanto a fração volátil como as microcápsulas foram eficazes no tratamento. "O produto microencapsulado poderá ser usado na indústria farmacêutica tanto como uma forma final (microcápsula) ou como intermediária em outras preparações", explica.
Diclofenaco x Copaíba

O diclofenaco de sódio é um medicamento sintético de ação antiinflamatória comprovada. "No caso da copaíba, teremos um medicamento fitoterápico com a mesma ação de um sintético", esclarece. Nos testes, as doses usadas foram de 100 miligramas (mg/) por quilo (Kg) de diclofenaco e 32mg/Kg de fração volátil e de microcápsulas. O efeito antiinflamatório foi o mesmo: "A potência da copaíba se mostrou maior, porque com uma dose menor, obtivemos a mesma equivalência terapêutica", conta a pesquisadora.
Mas haverá um longo caminho até que a população possa usufruir deste antiinflamatório extraído da copaíba. Ainda são necessários testes toxicológicos e, em seguida, os testes clínico em humanos. A pesquisadora acredita que esse processo deve durar cerca de cinco anos.
As copaíbas são árvores nativas da região tropical da América Latina e da África Ocidental. No Brasil é encontrada na região Amazônica e no Centro-Oeste. O óleo bruto da árvore é exportado para a Europa, desde o início do século passado, para ser usado na indústria de aromas, vernizes e restauração de quadros. Na medicina popular, é empregada como cicatrizante e antiinflamatório.

Referência: Agência USP de Notícias.
Mônica Freiman de Souza Ramos / Informações do Serviço de Comunicação Social da Prefeitura do Campus Administrativo de Ribeirão Preto.



FONTE:http://odontologika.uol.com.br/copaiba.htm



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Copaíba: a farmácia natural


Thaiza Murray
Dizem por aí que o óleo de copaíba cura reumatismo, artrose, dor na coluna, bronquite, dor na garganta, vermes, dermatose, caspa, frieiras, úlcera, feridas, sífilis, doenças venéreas, herpes... essas e mais outras doenças. Contudo, não há mito na maioria das coisas que o povo diz sobre o poder curativo do bálsamo da copaíba.

A árvore é comumente encontrada na Amazônia, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná. Ela também é nativa da América Latina e África Ocidental. Sua copa é globosa e densa e pode atingir de 10 a 15 metros de altura. O óleo é extraído de furos no tronco da árvore até chegar ao cerne, ou seja, o mais profundo do tronco. Possui uma cor amarelada e um sabor amargo. Seu uso normalmente é para fins medicinais como antibiótico, antiinflamatório e, até, anticancerígeno (ainda em estudo).

No Peru, o óleo é utilizado no tratamento de sífilis, catarros e dificuldades em urinar. Aqui no Brasil, o óleo é usado para muitos tratamentos, como: caspa, problemas de pele, herpes labial, espinhas, úlcera estomacal, bronquite, dor de garganta, vermes, psoríase (erupção na pele). É também usado como anticoncepcional. O óleo de copaíba possui propriedades diuréticas, expectorante, laxante, anti-séptico do aparelho urinário, desinfetante, estimulante e cicatrizante. E impede o crescimento do Trypanosoma cruzi e protozoários. A química Vera Casmon afirma que a copaíba é eficaz em quase todos os tratamentos de inflamações e infecções, “O óleo de copaíba é uma verdadeira farmácia natural”, diz.

Além do uso medicinal, ele pode ser utilizado como combustível substituindo o óleo diesel nas lamparinas. Na indústria, pode ser usado na fabricação de vernizes, perfumes e para revelar fotos. A madeira da árvore de copaíba é útil na construção civil, na fabricação de vigas, caibros, ripas, batentes de portas e janelas, miolos de portas, tábuas para assoalho e, até, para fazer vassouras.

O mineiro Ailton Lopes, 62, havia anos que sofria de dores na coluna; não podendo trabalhar, ficou desempregado. Um dia foi visitar uma sobrinha em Águas Lindas-GO e ouviu um carro de som passando na rua anunciando “um tal óleo”, que parecia ser a solução de suas dores. Comprou o óleo de copaíba e percebeu que após seis meses de uso, suas dores haviam diminuído. Satisfeito com os efeitos curativos do produto, teve a idéia de vendê-lo para que outras pessoas pudessem experimentar do mesmo remédio natural. Acabou que Ailton resolveu as dores na coluna e o problema com o desemprego. “Passei a vender o óleo e a pomada de copaíba, pois observei que funciona mesmo. Eu usei para dor que eu tinha e curou”, afirma. Ailton comercializa os produtos da copaíba na feira livre, das quintas, na QND, em Taguatinga.

O nome copaíba é originário do tupi-guarani “cupa-yba”, que significa árvore de depósito, também conhecida como copaibeira, do guarani, e pau d’óleo. Os índios utilizavam no umbigo dos recém-nascidos como cicatrizante e para curar feridas. Mais tarde, os colonos passaram a usar o óleo de copaíba como anti-séptico e no tratamento de bronquite. Hoje, cientistas estudam a aplicação do óleo como antiinflamatório e anticancerígeno.

Há um projeto de autoria de uma equipe multidisciplinar que envolve pesquisadores de três instituições: Dra. Maria das Graças Muller, do Laboratório de Farmacologia Aplicada, da Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz – Farmanguinhos), no Rio de Janeiro; a Dra. Mônica Freiman de Souza, da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal do Rio de Janeiro e o Dr. Osvaldo de Freitas, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP-USP). O trabalho com óleo de copaíba na Fiocruz é desenvolvido desde 2001.

Segundo a pesquisadora titular em saúde, a Dra. Wanise Barroso, que faz parte do Núcleo de Inovação Tecnológica da Farmanguinhos – Fiocruz, no Rio de Janeiro, a pesquisa desenvolve uma formulação farmacêutica. Os estudos trouxeram a comprovação da atividade antiinflamatória do óleo de copaíba e o desenvolvimento de uma formulação sólida contendo a fração volátil. “Esse tipo de atividade já havia sido descrita na literatura e conhecida na medicina popular, o que ainda não estava registrado era toda a identificação química do óleo de copaíba e sua viabilização como insumo farmacêutico, por isso a importância da proteção patentária”, explica o professor doutor Osvaldo Freitas.

Todo sistema de extração do óleo de copaíba está regulamentado, o que possibilita sua pesquisa e seu uso como produto final. Na medicina popular são descritas inúmeras atividades, contudo, essa equipe estudou e comprovou, por enquanto, a ação antiinflamatória do óleo de copaíba. Existem estudos, ainda não evidenciados, sobre o poder do óleo contra o câncer, como também sobre a fabricação de um creme vaginal destinado a combater os vírus do HPV (Papiloma Vírus), um dos causadores do câncer no colo do útero, problema que atinge cerca de 30% das mulheres no Brasil. Cientistas ainda estudam a reação do vírus em contato com a copaíba, porém acreditam que o óleo poderá ajudar a aumentar o sistema imunológico.

Muitas são as doenças para as quais os pesquisadores buscam tratamentos e recuperações; muitas são as variedades de plantas que curam no Brasil e muitas são as esperanças das pessoas nesses estudos. Espera-se que o óleo de copaíba, assim como outras plantas, venha trazer benefícios e expectativas que se tornem realidade para todos os brasileiros.

FONTE : http://thaizamurray.blogspot.com.br/2008/06/copaba-farmcia-natural.html


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